A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), afirmou que a criação de uma Comissão Especial para apurar denúncia de assédio moral e sexual contra o ex-secretário municipal de Desenvolvimento e Trabalho, William Leite de Campos, tem como objetivo garantir esclarecimentos à população e rigor na apuração dos fatos.
A comissão foi aprovada durante sessão ordinária realizada nesta terça-feira (10), por iniciativa da 2ª secretária da Mesa Diretora, vereadora Dra. Mara (Podemos). A proposta recebeu 22 votos favoráveis e o grupo terá prazo de até 90 dias para a conclusão dos trabalhos, com foco na apuração dos fatos no âmbito da administração pública municipal.
Paula Calil ressaltou a legitimidade da Comissão Especial e afirmou que a Câmara acompanhará o caso com seriedade. A presidente também destacou que repudia qualquer forma de violência, seja contra mulheres ou contra qualquer cidadão.
“A vereadora Dra. Mara propôs a Comissão Especial, e nós vamos acompanhar de perto no que diz respeito à gestão municipal. Estaremos aqui para acolher esta mulher, dar uma resposta à suposta vítima e também à população, que espera esclarecimentos. Quero deixar claro que, quando a Mesa Diretora foi questionada na semana passada, não havia conhecimento formal do caso. Em nenhum momento fomos inertes. É papel legítimo dos vereadores acompanhar, apurar e fiscalizar os fatos, e é isso que faremos”, afirmou.
A definição dos demais membros da Comissão Especial deverá ocorrer na próxima reunião do Colégio de Líderes, quando serão indicados os parlamentares que irão compor o grupo de trabalho.
Desde que a denúncia se tornou pública, na última sexta-feira (6), Paula Calil se manifestou por meio de nota oficial, na qual expressou solidariedade à ex-servidora que apresentou a denúncia. Na ocasião, a presidente destacou a importância da escuta responsável, do acolhimento institucional e da condução séria de situações dessa natureza, sempre com respeito às partes envolvidas.
A presidente do Legislativo municipal reforçou ainda que os fatos devem ser apurados pelos órgãos competentes, com observância do devido processo legal e das garantias constitucionais, assegurando justiça e transparência.
“Não estamos aqui para acobertar impunidade. Como vereadora, posso garantir isso”, concluiu.
Próximos passos
Após a definição dos membros pelo Colégio de Líderes, a Presidência da Câmara publicará a resolução que oficializa a instalação e a composição da Comissão Especial.






