O anúncio feito pelo Governo de Mato Grosso nesta quarta-feira (11), no Palácio Paiaguás, sobre a intenção de aquisição definitiva do prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá repercutiu durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Deputados estaduais destacaram a importância da manutenção da unidade hospitalar, considerada referência histórica na saúde pública da capital.
Durante o anúncio, o governador Mauro Mendes informou que o Estado irá apresentar ao Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-MT) proposta formal de R$ 25 milhões para a compra do imóvel, atualmente sob custódia judicial, garantindo a continuidade do funcionamento do Hospital Estadual Santa Casa.
O presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), avaliou o encaminhamento como positivo e ressaltou que a solução é fruto do diálogo entre o Parlamento e o Executivo. Segundo ele, a maioria dos deputados defende a permanência da Santa Casa em funcionamento, em razão da sua relevância histórica e social.
“Fico feliz com a notícia de que vamos dar um encaminhamento e não haverá o fechamento da Santa Casa, que é uma estrutura importante para a saúde do nosso Estado”, afirmou.
Max Russi destacou ainda que a Assembleia atuou de forma firme na busca por uma solução consensual que assegurasse a continuidade dos atendimentos à população.
O deputado Júlio Campos (União) classificou a decisão como um “dia histórico” para Cuiabá e para Mato Grosso. Ele ressaltou que, além da proposta de aquisição do imóvel, o Estado já investiu cerca de R$ 60 milhões na unidade durante o período de intervenção, o que garante segurança jurídica e a manutenção dos serviços.
“Foi uma luta desta Assembleia Legislativa, especialmente dos deputados da Baixada Cuiabana, para que a Santa Casa não fechasse as portas. Hoje, quem ganha é a população de Mato Grosso”, afirmou.
A iniciativa também foi comemorada pelo primeiro-secretário da ALMT, deputado Dr. João (MDB), que destacou sua atuação em reuniões, visitas técnicas e articulações para evitar o fechamento do hospital. Ele ressaltou a importância da manutenção dos serviços de oncologia e nefrologia pediátrica, considerados essenciais e sem possibilidade de transferência para outras unidades.
“Essa é uma conquista de todos que lutaram para que a Santa Casa não fechasse. Estive no hospital, ouvi médicos, pacientes e funcionários e defendi que serviços como a oncologia e a nefrologia pediátrica não poderiam ser interrompidos. São tratamentos que salvam vidas diariamente”, disse.
Júlio Campos também ressaltou que a Santa Casa presta serviços essenciais, como oncologia, hemodiálise e cirurgias gerais, e poderá concentrar outros atendimentos em uma estrutura já reformada durante a intervenção estadual. O parlamentar informou ainda que continuará destinando emendas para a realização de cirurgias eletivas, contribuindo para a redução da fila de espera na rede pública.
Na tribuna, o deputado Elizeu Nascimento (Novo) enfatizou que a continuidade da Santa Casa fortalece a rede pública de saúde, especialmente nas áreas de alta complexidade. Para ele, a decisão representa uma resposta concreta à população e consolida avanços na estrutura hospitalar do Estado.
Também estiveram presentes no Palácio Paiaguás durante o anúncio os deputados Dilmar Dal Bosco (União), Carlos Avallone (PSDB), Chico Guarnieri (PRD), Paulo Araújo (PP), Diego Guimarães (Republicanos) e Fábio Tardin (PSB).






