A manhã desta quarta-feira (11) começou diferente em quatro cidades de Mato Grosso. A Polícia Civil deflagrou em Cuiabá, Barra do Garças, Rondonópolis e Água Boa foram a Operação Mosaico para desmontar um esquema estruturado de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas ligado a uma facção criminosa com forte atuação no Estado. De acordo com as investigações, o esquema movimentou mais de R$ 3 milhões em pouco mais de um ano.
Ao todo, 17 ordens judiciais são cumpridas simultaneamente nas cidades. Entre elas, mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e quebras de sigilo bancário.
As investigações, conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, acontecem após desdobramentos de inquéritos anteriores que revelaram a existência de um núcleo especializado na movimentação e ocultação de valores provenientes do tráfico de drogas.
O dinheiro circulava por meio de diversas transações bancárias consideradas atípicas e incompatíveis com as rendas oficialmente declaradas pelos investigados — indícios que acenderam o alerta das autoridades.
Conforme a investigação, o esquema tem uma política de trabalho com uma estrutura organizada, com divisão de funções bem definida. Havia a centralização dos recursos financeiros, distribuição estratégica de valores entre integrantes e possível uso de contas bancárias de terceiros para dissimular a origem ilícita do dinheiro — prática conhecida como “lavagem”.
O material apreendido durante as buscas será analisado e pode ampliar o alcance das investigações, que seguem em andamento. A Polícia Civil busca agora aprofundar a identificação de outros possíveis envolvidos e assegurar a responsabilização criminal dos investigados.
Mais do que números e cifras milionárias, a operação revela o esforço contínuo das forças de segurança para frear o avanço financeiro das facções criminosas, atingindo não apenas a ponta do tráfico, mas também sua engrenagem econômica.






