A Polícia Civil, com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), flagrou o transporte e a comercialização ilegal de madeira extraída de forma clandestina na zona rural de Novo Mundo, no norte de Mato Grosso. A ação ocorreu na sexta-feira (6.2), após denúncia encaminhada à Delegacia de Polícia de Guarantã do Norte.
Segundo as informações recebidas, a madeira teria origem no Assentamento Araúna e estava sendo transportada por um caminhão prancha sem placas e com a cabine danificada, carregado com toras de madeira bruta, tendo como destino uma serraria localizada no município de Guarantã do Norte.
Diante da denúncia, policiais civis e agentes da Sema iniciaram diligências e localizaram o veículo durante patrulhamento pela rodovia MT-419. Para identificar o local exato de descarga da carga, a equipe optou por realizar acompanhamento velado. Durante o trajeto, o caminhão e um veículo utilizado como “batedor”, uma Fiat Strada branca, pararam em um local pouco iluminado, nas proximidades de um armazém, numa tentativa de despistar a fiscalização.
Após estacionar o caminhão, os suspeitos deixaram o local e retornaram horas depois, por volta de 1h30, seguindo até o pátio de uma serraria. Com a saída do veículo batedor, foi realizada a abordagem policial.
No local, os agentes identificaram uma mulher de 55 anos, que se apresentou como proprietária do caminhão. Ela afirmou que a madeira era oriunda de desmatamento ilegal, declarou não possuir documentação ambiental e informou que a carga seria serrada para posterior comercialização.
Também foi identificado o motorista do caminhão, um homem de 36 anos, que relatou ter sido contratado pela suspeita pelo valor de R$ 2 mil para realizar o transporte. Ele admitiu ter conhecimento da ilegalidade da carga. O terceiro envolvido, de 54 anos, marido da proprietária do caminhão, afirmou que atuava como batedor.
A carga era composta por sete toras de madeira de grande porte. O proprietário da serraria, de 49 anos, foi notificado pela Sema, que determinou a apreensão provisória do caminhão e da madeira, que permaneceram no pátio do estabelecimento.
A Sema irá elaborar laudo técnico e adotar as medidas administrativas cabíveis. Já os três suspeitos foram conduzidos à delegacia e responderão pelo crime de transporte e comercialização ilegal de madeira, em desacordo com a legislação ambiental vigente.






