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POLÍTICA Quarta-feira, 11 de Março de 2026, 14:28 - A | A

Quarta-feira, 11 de Março de 2026, 14h:28 - A | A

“QUER SER PEDRO TAQUES 2?”

Mauro Mendes critica proposta de Wellington sobre RGA

Governador afirma que ampliar despesas e reduzir receitas pode levar Mato Grosso ao colapso fiscal e compara proposta do senador ao cenário vivido na gestão Pedro Taques.

TV ÚNICA
Da Redação

A proposta do senador Wellington Fagundes (PL) de pagar a Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores estaduais provocou reação do governador Mauro Mendes (União), que questionou se o parlamentar pretende repetir o cenário fiscal vivido durante a gestão do ex-governador e ex-senador Pedro Taques (PSB).

A declaração foi dada nesta quarta-feira (11), durante a inauguração de mais de 200 casas no bairro Pedra 90, em Cuiabá.

Na terça-feira (10), Wellington afirmou que, caso dispute e vença a eleição para o Governo do Estado, pretende pagar a RGA, argumentando que dívidas do Estado precisam ser honradas.

Ao comentar a declaração, Mauro disse que propostas que ampliam despesas e reduzem receitas podem comprometer as contas públicas e gerar desequilíbrio fiscal.

“Olha, eu acho engraçado alguns políticos que querem reduzir receita e aumentar despesa. Vai quebrar o Estado. Político assim quebra o Estado. Pedro Taques quebrou. Ele está tomando o mesmo caminho do Pedro Taques, vai quebrar o Estado. É isso que ele quer? Quer ser um Pedro Taques 2? É o caminho que ele está propondo”, declarou o governador.

Mauro também citou propostas relacionadas à arrecadação do Estado. Segundo ele, medidas como o fim do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) teriam forte impacto nas receitas públicas.

“Eu já vi um aí que propôs acabar com o Fethab. Tira três bilhões de arrecadação. Aí da RGA põe quatro bilhões de despesa. No segundo ano Mato Grosso está quebrado”, afirmou.

A Revisão Geral Anual é uma das principais pautas de sindicatos e categorias do funcionalismo público estadual, que cobram a recomposição salarial. O tema tem voltado ao debate político em Mato Grosso diante das discussões sobre o cenário eleitoral e a gestão das contas públicas do Estado.

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