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POLÍTICA Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 15:22 - A | A

Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 15h:22 - A | A

CRISE NO JUDICIÁRIO

Max Russi lamenta afastamento de desembargador por suspeita de venda de sentenças no TJMT

Presidente da Assembleia afirma que caso é negativo para a imagem do Judiciário, mas defende investigação para esclarecer os fatos

TV ÚNICA
Da Redação

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB), comentou nesta semana o afastamento do desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A medida foi determinada pelo ministro Mauro Campbell Marques, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após suspeitas de envolvimento do magistrado em um esquema de venda de decisões judiciais.

Em conversa com jornalistas, Russi classificou o episódio como prejudicial à imagem do Judiciário estadual, mas ressaltou a importância de que as investigações avancem para esclarecer os fatos.

“É ruim para o Judiciário, é lógico que é ruim. É o mesmo que afastar um deputado. Não é algo positivo [para a Casa]”, avaliou o parlamentar.

A decisão do CNJ também autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal no gabinete do magistrado, com recolhimento de documentos e arquivos digitais que podem contribuir com as investigações.

As apurações indicam que Dirceu dos Santos teria proferido decisões judiciais mediante pagamento de propina, com a intermediação de terceiros, incluindo empresários e advogados. Segundo os investigadores, também há indícios de que o patrimônio do magistrado seja incompatível com seus rendimentos no cargo.

A quebra de sigilos bancário e fiscal apontou movimentação superior a R$ 14,6 milhões em bens nos últimos cinco anos. A análise também identificou crescimento patrimonial considerado atípico entre 2021 e 2023. Apenas em 2023, a diferença entre o aumento patrimonial e os rendimentos declarados teria alcançado cerca de R$ 1,9 milhão.

Apesar das suspeitas, Russi reforçou que decisões judiciais devem ser respeitadas e que os órgãos responsáveis conduzirão a apuração com rigor.

“Como eu sempre falo: decisão judicial a gente não discute, a gente respeita. Tenho certeza que um órgão como o CNJ e os outros que estão acompanhando o caso são sérios e vão fazer todos os levantamentos necessários”, afirmou.

Na decisão que determinou o afastamento, Mauro Campbell Marques destacou que a medida é proporcional à gravidade dos indícios e busca preservar a credibilidade do Judiciário, além de garantir o andamento regular das investigações.

*Com informações site ÚnicaNews

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