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POLÍTICA Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 15:03 - A | A

Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 15h:03 - A | A

FISCALIZAÇÃO

Assembleia instala CPI para investigar contratos da Saúde firmados entre 2019 e 2023

Comissão terá prazo inicial de 180 dias para apurar possíveis irregularidades na Secretaria de Estado de Saúde, com foco nos acordos realizados durante a pandemia

TV ÚNICA
Da Redação

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta quarta-feira (4), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, que terá a missão de investigar atos praticados no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre os anos de 2019 e 2023, com atenção especial aos contratos firmados durante o período da pandemia da Covid-19.

A comissão será presidida pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD). O deputado Chico Guarnieri (PRD) ocupará a vice-presidência e o deputado Beto Dois a Um (União) ficará responsável pela relatoria dos trabalhos.

De acordo com Wilson Santos, a CPI pretende analisar a movimentação financeira e os procedimentos adotados pela Secretaria de Estado de Saúde no período investigado, a fim de verificar possíveis irregularidades e identificar eventuais responsabilidades.

“O período da pandemia permitia legalmente algumas dispensas de licitação, mas pode ter havido oportunismo criminoso utilizando esse álibi para promover irregularidades. Com a instalação oficial da CPI, iniciaremos uma apuração técnica, responsável e transparente”, afirmou o parlamentar.

A comissão terá prazo inicial de 180 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogado conforme prevê a Lei Federal nº 1.579/1952.

A criação e a composição da CPI foram oficializadas por meio do Ato nº 009/2026, publicado no Diário Oficial Eletrônico da Assembleia Legislativa. Além do presidente, vice-presidente e relator, a comissão conta com os deputados Janaina Riva (MDB) e Dilmar Dal Bosco (União) como membros titulares.

Também integram a CPI, na condição de suplentes, os deputados Carlos Avallone (PSDB), Paulo Araújo (PP), Lúdio Cabral (PT), Dr. Eugênio (PSB) e Thiago Silva (MDB).

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