O senador Wellington Fagundes (PL) rebateu, durante coletiva na sede do Partido Liberal, em Cuiabá, na manhã desta segunda-feira (9), as críticas feitas pelo governador Mauro Mendes (UB) à sua pré-candidatura ao comando do Palácio Paiaguás. Isso porque, Mendes teria "duvidado" do apoio de Bolsonaro a Fagundes para a disputa, após visita do senador na Papudinha.
"A palavra tem que ser acima de tudo, não é um bilhete que vai mudar nossa vida. Eu sou do tempo em que a palavra valia mais que qualquer papel. Meu pai era analfabeto e fazia negócios confiando apenas no compromisso firmado", disparou Wellington Fagundes.
No último sábado (7), durante um evento de filiação do Podemos, Mendes afirmou que não ouviu diretamente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) qualquer declaração de apoio ao senador. Segundo o governador, a informação teria sido repassada apenas por terceiros.
“Eu não ouvi isso do Bolsonaro. Estou ouvindo isso do Wellington, mas já ouvi outras coisas do Bolsonaro também”, disse o governador.
Na coletiva desta manhã, Fagundes afirmou que a atual gestão de Mauro Mendes foi eleita com o apoio direto do PL e do grupo ligado ao ex-presidente. O senador ressaltou ainda que, nas eleições de 2022, a 'palavra dada' dentro da aliança política foi suficiente para consolidar o acordo.
“Quero dizer ao governador Mauro que, quando ele veio nos procurar para fazer a coligação, o que valeu foi a palavra. Para mim, continua valendo a palavra. A palavra do presidente Waldemar está dada e o partido em Mato Grosso já tem essa definição”, declarou.
No entanto, apesar das rusgas, Fagundes também afirmou que o partido segue apoiando a atual gestão estadual, enquando Mendes estiver a frente do Palacio Paiaguás.
“Agora, quero dizer que exijo respeito. Ele está eleito com o nosso apoio e nosso posicionamento é até o último dia que o Mauro estiver como governador do PL e não ir para oposição”, afirmou.
No último fim de semana, o senador visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha, em Brasília, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de estado. Segundo ele, durante o encontro, Bolsonaro reafirmou apoio à sua pré-candidatura ao governo de Mato Grosso.
“A mão estava na cabeça e eu, com o compromisso dos dois, estarei ali. Então, a palavra tem que ser acima de tudo, não é o bilhete que vai mudar a nossa vida. Muito claro, é a palavra, e a palavra está dada do presidente do partido”, concluiu.






