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CIDADES Quarta-feira, 11 de Março de 2026, 14:56 - A | A

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PERÍODO CHUVOSO

Prefeitura alerta para aumento de caramujo africano em Cuiabá e orienta população sobre prevenção

Período chuvoso favorece a proliferação do molusco, que pode hospedar parasitas causadores de doenças; orientação é evitar contato direto e reforçar limpeza de quintais.

TV ÚNICA
Da Redação

Com a intensificação das chuvas em março, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), emitiu um alerta à população sobre o aumento da presença do caracol-gigante-africano, espécie invasora conhecida popularmente como caramujo africano.

A alta umidade favorece a reprodução do molusco, que encontra nas chuvas condições ideais para sair de seus esconderijos, se alimentar e se multiplicar em áreas urbanas.

Apesar de o risco de transmissão de doenças ser considerado baixo no Brasil, a Secretaria de Saúde orienta que a população adote cuidados ao encontrar o animal, já que ele pode atuar como hospedeiro de parasitas capazes de provocar enfermidades em humanos.

Entre as doenças associadas ao caramujo africano estão a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal. A transmissão pode ocorrer de forma acidental, principalmente pela ingestão de muco do animal presente em hortaliças mal higienizadas ou pelo manuseio do molusco sem proteção.

Por isso, a recomendação é nunca tocar diretamente no caramujo e evitar qualquer tipo de ingestão do animal.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a população do molusco costuma aumentar no período chuvoso porque os ovos depositados no solo precisam de umidade para eclodir. Em épocas de estiagem, esses ovos podem permanecer enterrados por até seis meses em estado de dormência, o que explica o surgimento repentino de grandes quantidades após as primeiras chuvas.

Outro alerta importante é sobre o uso de sal diretamente no solo para eliminar os animais. A prática não é recomendada, pois provoca a salinização do solo, prejudica gramados e plantas e não resolve o problema de forma eficaz, já que os ovos permanecem enterrados.

Como fazer o controle

A principal recomendação para controlar o caramujo africano é a catação manual dos animais, sempre utilizando luvas descartáveis ou sacos plásticos nas mãos.

A coleta deve ser feita preferencialmente no início da manhã ou ao entardecer, períodos em que os moluscos costumam estar mais ativos. Também é importante evitar esmagar os caramujos com os pés para não dispersar ovos no ambiente.

Após a coleta, os animais devem ser colocados em um recipiente fechado com solução de água e sal — na proporção de cinco colheres de sopa para cada litro de água — por cerca de três horas. Depois disso, as conchas devem ser quebradas antes do descarte no lixo comum, evitando que acumulem água e se tornem criadouros do mosquito da dengue.

Cuidados com alimentos e ambiente

A Secretaria de Saúde também orienta que a população redobre a atenção com a higienização de alimentos. Hortaliças, frutas e legumes devem ser lavados em água corrente e deixados de molho por 15 a 30 minutos em solução com uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água. Em seguida, os alimentos devem ser enxaguados novamente em água corrente.

Outra medida importante é manter quintais, terrenos e áreas externas sempre limpos, evitando acúmulo de lixo, entulhos ou excesso de matéria orgânica, locais que favorecem o abrigo e a reprodução do molusco.

Caso sejam identificados imóveis abandonados, terrenos com vegetação alta ou locais com grande quantidade de caramujos, a orientação é registrar denúncia junto à Secretaria Municipal de Ordem Pública por meio do sistema disponível no site da Prefeitura de Cuiabá.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o controle do caramujo africano depende da participação de toda a comunidade e que medidas simples de limpeza e prevenção ajudam a reduzir a presença da espécie e proteger a saúde da população.

Em caso de dúvidas, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) pode ser acionado pelo telefone (65) 3318-6059 ou pelo e-mail ccz.saude@cuiaba.mt.gov.br.

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