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POLÍTICA Quarta-feira, 12 de Junho de 2024, 12:01 - A | A

Quarta-feira, 12 de Junho de 2024, 12h:01 - A | A

TRÂMITES JURÍDICOS

Comissão de Ética deve decidir na semana que vem se vai investigar vereador alvo da PF

Fred Moraes do Única News

O presidente da Comissão de Ética da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Rodrigo Arruda e Sá (PSDB), afirmou que o parecer sobre o pedido de investigação, movido por sete vereadores contra o parlamentar Paulo Henrique (MDB), será emitido até a próxima semana. Parte do parlamento encaminhou um ofício à comissão solicitando a abertura de investigação contra Paulo Henrique, que foi um dos alvos da Operação Ragnatela, da Polícia Federal, que investiga esquema de lavagem de dinheiro promovido por organizações criminosas.

O processo foi lido em plenário nesta terça-feira (10) e seguirá ritos internos na Casa de Leis para depois ser apreciado pela Comissão de Ética, formado por Rodrigo e mais dois vereadores: Kássio Coelho (Podemos) e Wilson Kero Kero (PMB).

A expectativa é que a Comissão formada tenha cerca de 90 dias para conduzir as investigações.

“A Comissão de Ética age conforme os ritos processuais. Lemos hoje em plenário. Da minha parte como presidente, é tudo muito rápido. Assim que tomarmos ciência, automaticamente faremos encaminhamentos jurídicos necessários. Provavelmente, na semana que vem entrego o processo para que o parlamento possa fazer sorteio da comissão”, disse Rodrigo à imprensa.

O pedido de abertura de investigação contra Paulo foi encaminhado à Mesa Diretora da Câmara ainda na segunda-feira (10), por meio de um ofício solicitando que as denúncias levadas a conhecimento público se tornem alvo de uma investigação na Comissão de Ética e Quebra de Decoro Parlamentar da Câmara, podendo até mesmo cassar o mandato do vereador, caso seja comprovado envolvimento dele com organizações criminosas.

“Tendo em vista fartas denúncias oriundas da Operação Ragnatela, deflagrada pela Polícia Federal, onde envolve o nome do Ver. Paulo Henrique, os vereadores solicitam a Mesa Diretora da Câmara que o caso seja remetido para a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar desta Casa de Leis, onde a mesma possa adotar os devidos encaminhamentos que o grave caso requer, com a observância do devido processo legal, direito de ampla defesa e do contraditório ao Parlamentar”, diz trecho da petição.

A representação leva a assinatura dos vereadores: Maysa Leão (Republicanos), Michelly Alencar (União), Luiz Fernando (União), Dilemário Alencar (União), Sargento Joelson (PSB), Demilson Nogueira (PP) e Eduardo Magalhães (Republicanos). Durante a sessão desta terça-feira, as assinaturas de Robinson Cireia (PT) e Rogério Varanda (PSDB) somaram suas assinaturas à propositura.

O QUE DIZEM AS DENÚNCIAS

Conforme mostrou o Única News, em 5 de junho, foi deflagrada a Operação Ragnatela, pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO-MT), com o objetivo de desarticular o núcleo da maior facção criminosa do estado de Mato Grosso, Comando Vermelho, responsável por lavagem de dinheiro através de casas noturnas cuiabanas.

Equipes da FICCO identificaram que Paulo Henrique é suspeito de auxiliar a facção no esquema de lavagem de dinheiro. Ele seria o "elo" da facção com agentes públicos, para aprovação de alvarás para as festas, por exemplo.

O vereador rebateu as afirmações, alegando que não possui nenhum poder de influência para liberação de eventos na capital. Além disso, informou que sua defesa será elaborada assim que seu advogado tiver acesso ao inquérito da Operação, que corre em segredo de Justiça no Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), asseverando que não tem relação com os fatos envolvendo um de seus assessores, que também foi alvo da operação.

“Até o presente momento, a única informação oficial disponível é a declaração da autoridade policial, que mencionou a necessidade de mais informações sobre os fatos que envolvem minha pessoa. Não tenho relação com os fatos que assessores realizam em sua vida particular, quando tomado conhecimento de algo ilícito faço as medidas cabíveis de exoneração”, disse o vereador em nota.

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