Após três décadas de abandono e obras paralisadas, o Hospital Central de Mato Grosso finalmente entra em operação na tarde desta segunda-feira (19).
Sob a gestão do Hospital Israelita Albert Einstein, a unidade nasce como o novo gigante da saúde pública no estado, unindo tecnologia de elite e atendimento 100% gratuito via Sistema Único de Saúde (SUS).
O início das atividades é focado em consultas ambulatoriais e exames, recebendo hoje os primeiros 30 pacientes em especialidades como urologia e cirurgia pediátrica.
A estrutura, que saltou de 9 mil para 32 mil metros quadrados, conta com 287 leitos e equipamentos de última geração, como o sistema de oxigenação ECMO e salas cirúrgicas híbridas.
Unidade não atende por livre demanda
Apesar da inauguração histórica, o hospital possui um funcionamento rigoroso que a população precisa compreender para não perder a viagem. O Hospital Central não é uma unidade de "portas abertas".
Entenda o fluxo: você não deve procurar o hospital para atendimentos de rotina, febres ou dores súbitas por conta própria. O acesso é exclusivamente via regulação. Isso significa que o paciente deve passar primeiro por um posto de saúde ou UPA; se o caso for avaliado como de alta complexidade, o sistema estadual fará o encaminhamento oficial para a nova unidade.
Nesta primeira semana, o hospital operará de forma gradual. O foco inicial está na avaliação clínica para organizar a fila de cirurgias e procedimentos complexos.
O cronograma prevê a ativação progressiva dos 60 leitos de UTI e das 10 salas de cirurgia, visando transformar o local no principal centro de referência para casos críticos em Mato Grosso, operando com o mesmo padrão de excelência da rede privada Einstein.






