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POLÍTICA Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026, 10:59 - A | A

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026, 10h:59 - A | A

GUERRA FISCAL

Abilio diz que AL "abandonou" Cuiabá e projeta perda de R$ 100 milhões no ICMS

TV ÚNICA
Da Redação

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), subiu o tom contra a atual representatividade da cidade na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Segundo o gestor, a Capital enfrenta um cenário de isolamento político, com a maioria dos parlamentares priorizando demandas de municípios do interior em detrimento das necessidades da principal economia do Estado.

"Cuiabá perdeu muito espaço. Hoje, percebemos que poucos deputados realmente lutam pela nossa cidade", afirmou Brunini.

Para o prefeito, a falta de uma bancada engajada compromete não apenas a captação de recursos, mas também a relação institucional com o Governo do Estado, dificultando que as carências da capital sejam devidamente atendidas.

Desfalque no ICMS

A principal consequência desse "esvaziamento" político, segundo o prefeito, reflete-se na arrecadação municipal. Abilio projeta que Cuiabá sofrerá um corte de aproximadamente R$ 100 milhões nos repasses do ICMS este ano.

Com a previsão de receber R$ 500 milhões ao longo do período, o montante é significativamente inferior ao histórico dos anos anteriores.

A queda é atribuída a uma alteração na legislação estadual, aprovada pela ALMT, que mudou os critérios de distribuição da "quarta parte" do imposto.

Na avaliação, o novo modelo beneficia cidades pequenas e pune municípios com alta densidade populacional.

"Somos a cidade mais populosa e, proporcionalmente, vamos receber por habitante um valor muito inferior ao que cidades pequenas receberão", destacou o gestor.

Embora o prejuízo financeiro seja expressivo, Abilio descartou buscar uma solução via Judiciário. O prefeito acredita que uma ação legal teria poucas chances de sucesso, dado que a decisão foi pactuada entre o Poder Executivo e o Legislativo.

Para ele, a reparação desse cenário deve ocorrer no campo político, com a formação de uma base parlamentar mais alinhada aos interesses da Capital.

"Se entrarmos na Justiça, a tendência é a derrota. O que precisamos é fortalecer nossa representação na Assembleia para defender Cuiabá", concluiu.

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