A partir desta segunda-feira (2), todos os bancos e instituições financeiras deverão seguir as novas regras de segurança do PIX, sistema de transferências em tempo real, com a entrada obrigatória da versão 2.0 do mecanismo de devolução. A mudança visa permitir a restituição de valores em casos de fraude ou falha operacional.
Como funciona a nova devolução do PIX
Antes, a devolução de valores só podia ser feita a partir da conta usada na fraude. Como os golpistas costumam sacar ou transferir rapidamente o dinheiro para outras contas, muitas vezes era impossível recuperar os recursos.
Com a atualização, o PIX passa a rastrear o caminho do dinheiro com mais precisão, possibilitando a restituição mesmo após a saída da conta original do fraudador. O Banco Central (BC) estima que a medida aumentará a identificação de contas usadas em golpes e a devolução de valores, desestimulando fraudes.
Segundo o BC, “essa identificação será compartilhada com os participantes envolvidos nas transações e permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação”.
Quem tem direito e como contestar
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Quem tem direito: qualquer pessoa que tenha sido vítima de fraude ou falha operacional em transações via PIX.
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Como contestar: desde 1º de outubro, todos os bancos disponibilizam, nos aplicativos do PIX, a funcionalidade para contestar facilmente uma transação. Não é necessário contato humano para iniciar a devolução.
O Banco Central também afirma que o compartilhamento de informações entre as instituições ajudará a impedir que contas usadas em golpes sejam utilizadas novamente em novas fraudes, reforçando a segurança do sistema.
Com a medida, o BC espera tornar o PIX ainda mais seguro e confiável para milhões de usuários no Brasil.






